A Epidemia de "Fake News" e a Guerra da Desinformação no RN



Para situar todos, hoje, segunda-feira, 05 de abril de 2021, nos encontramos em meio a uma verdadeira "guerra" de propagação de informações falsas, com o objetivo de queimar a imagem política de algumas pessoas públicas no estado do Rio Grande do Norte.


E o que vem ocorrendo nos dará uma "preambulo" de como será conduzido o pleito eleitoral de 2022. O nosso estado tem um trabalho sutil de ataques e desconstrução de imagem de políticos, com o único objetivo de enfraquecimento, e fortalecimento de adversários.


O Governo Fátima Bezerra vem sofrendo diversos ataques de *"Fakes News", bem como ataques a sua imagem pessoal, dentro de grupos do app "WhatsApp" e demais redes sociais.


Por sua vez, em defesa, lançou o RN Sem Fake, que tem como principal foco desmentir os Fakes lançados contra o Governo do Estado e seus aliados políticos. Em outra linha, se preparando para o processo de reeleição, aliados de Fátima já se mobilizam com campanhas nas redes para enaltecer e valorizar o nome dela perante a sociedade.


Outro alvo que tem passado por um processo de "fritura" dentro das redes sociais e mídias digitais é o senador Stevenson Valentin, que é constantemente atacado ou tem seu nome vinculado a algum tipo de "polêmica", muitas vezes forçada ou criada a partir de algo mais áspero dito pelo Senador, com objetivo de queimá-lo perante o povo potiguar.


Como podemos ver, temos uma disputa já acalorada, para não dizer fervendo, nos bastidores e holofotes "discretos" da mídia digital para o pleito de 2022. Com o transcorrer dos dias e aproximação do pleito, subentendemos que o uso de informações falsas serão cada vez mais constante e corriqueiro.


Mas afinal, vamos mesmo deixar que essas Informações Falsas decida o futuro político de nosso Estado?! Sinceramente, acredito que não iremos "cair no conto do vigário" mais uma vez não! Vamos nos informar melhor:


* O que é "Fakes News":


O termo "Fake News", em uma tradução literal, seria notícias falsas. Quando pensamos em uma notícia, é necessário ter em mente que é alguém contando uma história. Naturalmente, aquilo já passa pela visão e interpretação de alguém sobre algum dado ou informação. Porém, muito além disso, essa pessoa pode fabricar esses dados ou inventar informações, e é aí que podemos definir melhor uma "fake news".


Generalizando, podemos dizer que "fake news" é como se fosse contar uma mentira com algum objetivo, nada mais que uma calúnia, um boato ou uma difamação. Então, isso significa que a "fake news" é muito mais antiga do que estou pensando? Exatamente!


Alguns historiadores, como Robert Darnton, comentam que esse hábito de espalhar notícias falsas já existia há muito tempo. Ele consegue até identificar um caso no século VI. Procópio de Cesárea era o historiador do Império Bizantino. Foi responsável por escrever alguns textos sobre a história do imperador Justiniano. Esses textos omitiam alguns escândalos do governo e amenizava inúmeras crises. Começava aí uma "fake news" que só foi descoberta após a morte de Procópio.


Para nós, entendemos que, não se trata nem de uma "notícia", afinal, não condiz com os fatos e a realidade. Na verdade a criação e o forjamento é mais da "informação"; Então fugimos um pouco da literalidade e tradução mais fiel, para entender essa ação de criar uma "fake news" com a ação de criar uma Informação Falsa.


Porém, não deixa de ser FALSO, não deixa de ser um crime, uma atentado a verdade, a notícia, e a estabilidade da mídia e do que realmente deve ser analisado e ponderado, principalmente dentro de um contexto político.


De onde veio o nome e conceito do Artigo:

Entendido de onde tiramos o conceito e o título,

sugerimos a leitura do livro, logo após esse nosso artigo.


A difusão de informação falsa ou enganadora não é um fenómeno novo. Mas o desenvolvimento tecnológico e a consagração das plataformas digitais como principal fonte de informação resultaram num agravamento do fenómeno, atingindo um nível de virulência que o transforma numa das mais prementes ameaças às sociedades livres, plurais e democráticas.


Enfrentamos uma epidemia de fake news, parte integrante de uma mais ampla guerra da desinformação e cujos efeitos são evidentes: do Brexit e eleição de Donald Trump, ambos em 2016, à vitória de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais do Brasil em 2018, passando pelo crescimento de movimentos antivacinação, negacionistas das alterações climáticas ou vendedores de curas milagrosas, por entre inúmeras fraudes, mentiras e teorias de conspiração.


A produção de fake news está a funcionar como uma indústria poluente, tão lucrativa para os que a exploram quanto nociva para os que a consomem. E a partir do momento em que é utilizada como instrumento de propaganda política, desinformação e manipulação da opinião pública, torna-se urgente a neutralização do vírus.


- Sinopse do livro Viral - A Epidemia de Fake News e a Guerra da Desinformação.

0 comentário