Associação de Pessoas com Deficiência de Apodi vai a Câmara fazer denúncia contra servidor municipal



Na sessão desta última quinta-feira (07), membros da Associação de Pessoas com Deficiência de Apodi-APDA que estavam no plenário participaram das discussões, usando a Tribuna do Povo e, apresentando demandas, reivindicações e fazendo uma denúncia ao Poder Legislativo.


A enfermeira Nêmora Martins, ex-presidente da APDA, em nome dos membros, usou os microfones da sessão para reivindicar melhorias, pontuando alguns levantamentos já feitos pelos edis vereadores, em prol da causa das pessoas com deficiência no município.


E fez uma denúncia, que segundo ela, já foi apresentada ao Conselho Municipal de Saúde e à Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte: "Existem motoristas [da prefeitura] que fazem viagens à Natal e não são sensíveis a causa e não tratam bem as pessoas, principalmente as cadeirantes." , destacou ela.


Em sua fala, Nêmora cita que o ônibus adaptado, que possui rampa elevatória para cadeirantes, estaria quebrado e que devido a isso, o transporte das pessoas com deficiência esta sendo improvisado em carros não adaptados.


Ela citou que existem motoristas que não querem levar a cadeira de rodas; e não são sensíveis para ajudar as mães na retirada das cadeiras, que algumas das vezes, é levada de forma improvisada.


Nêmora, ainda cita uma frase dita por uma adolescente cadeirante, que viveu o momento, e indagou: "A cadeira de roda são nossas pernas. Mãe, será se esse motorista vai para Natal e deixa as pernas dele em casa?"


Por fim, ela citou um caso, que em uma das viagens feitas, usaram um carro de passeio, e a cadeira de rodas foi levada na carroceria do mesmo, levando chuva e sol, provocando um prejuízo para a mãe e sua filha cadeirante - porque segundo ela, o motorista não desmontou a cadeira para levá-la dentro do carro, "pois iria dar uma carona".


Confira 3 pontos de reivindicações na fala de Nêmora na Câmara:


  • O primeiro ponto abortado por ela foi a necessidade de uma equipe multidisciplinar para diagnosticar e acompanhar às pessoas com transtorno de espectro autista na cidade de Apodi;

  • Sobre o transporte da educação, segundo Nêmora, os pais estão com as crianças em casa sem poder ir para escola, devido a falta do transporte - que levaria as crianças para as escolas estaduais, municipais, particulares e de educação especial, que deve ser um transporte intermunicipal.

  • Outro ponto abordado, foi a questão da falta de cuidadores no ambiente escolar, que anteriormente eram feito por bolsistas, entretanto, pela falta de capacitação adequada, esse tipo de cuidador não é a forma correta -, e que deveria haver uma contratação de cuidadores especializados para a prestação desse serviço, segundo ela.

Assista a fala completa aqui:



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